quinta-feira, 7 de julho de 2016

A propósito de Escrever é...

Um pequeno texto que escrevi para a apresentação de sexta-feira


O conto/texto 45 de "Escrever é dobrar e desdobrar palavras à procura de um sentido", que o termina e lhe dá nome, podia não só começá-lo como estar escrito na primeira pessoa, caso em que o subscreveria quase por inteiro, assumindo-o como autobiográfico.
Este livro (a sua escrita e sobretudo a sua publicação) é muito importante para mim porque surge como um marco, uma espécie de ponto da situação no meu percurso literário.
O livro é um exercício e um jogo, pelo que o texto referido tem de surgir no final, porque uma das regras era que os textos fossem crescendo de tamanho e aquele é o mais longo.
No entanto, se ele estivesse no início logo se perceberia que os restantes contos/textos são uma espécie de exemplificação do mesmo, uma espécie de prova das afirmações produzidas nesse texto e daí a unidade do livro, unindo todos os textos, que permanecem independentes, num só.
Talvez por isso, os diversos contos/textos não só crescem e se multiplicam, cruzando incessantemente vários elementos, como visitam vários formatos, existindo contos que evocam Poe (sinistros), Mário Henrique Leiria (provocadores) e até Borges (enigmáticos), mas sempre à minha maneira.

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