terça-feira, 8 de julho de 2014

27

[Alterada a numeração destes textos usando o acaso, é interessante ver como se reorganizaram. Como continuei a publicar após essa alteração, os números 26 e 27, correspondendo ao números 5 e 8, repetiram-se, o que não é de admirar. De admirar talvez seja que, falando ambos do olhar, agora se sigam um ao outro.]

 
Extraordinária capacidade ou

simples deformação muito aquém

do poema, muito aquém do real,

é no olhar que a poesia primeiro

se revela. Olhar incomum de homens

e mulheres comuns, olhar comum

de homens e mulheres incomuns,

é ele que diz o mundo sem o nomear,

mundo anterior às palavras,

mundo mistério que os olhos vêem,

 mas de todo não

dizem.

 

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