quarta-feira, 28 de julho de 2010

Salvação

Sentado na esplanada, no fim de uma tarde de Verão, aborrecia-me de verde quando avistei, do outro lado da rua, uma pequena árvore. Parecia uma noiva ruborizada, inocente e maliciosa, incapaz de esconder a sua estrondosa alegria. Quis então escrever sobre ela (ou sobre o que senti ao descobri-la), mas desisti depois de várias tentativas.

Continuo hoje a não ser capaz de revelar o seu (meu) mistério. Este texto só não teve o mesmo destino dos outros porque me ocorreu, enquanto o tentava escrever, que ele enunciava afinal ( na sua impossibilidade) a razão porque escrevo.

domingo, 25 de julho de 2010

Intervalo


Amar

Talvez eu não tenha
lido o suficiente
bebido o suficiente
vivido o suficiente
mas não tenho quaisquer dúvidas
de que li, bebi e vivi.
Como podes então dizer
que nunca te amei!

sábado, 24 de julho de 2010

leitura transcendental

[fotografia daqui]

Amor mais-que-perfeito

Penso em ti muitas vezes, meu amor.
Sei onde vives, onde trabalhas, ainda guardo
o teu e-mail e o teu número de telefone.
Um dia encontramo-nos por aí, quando menos
esperarmos, a não ser que eu possa evitá-lo.



[depois de ler Pedro Paixão]

sexta-feira, 16 de julho de 2010

prova de vida


Estou vivo e o blog também! A Sara idem aspas. Eu e ela vamos aparecer mais vezes por aí, com Um conta, outro não. Da próxima prometo avisar aqui.