sábado, 27 de agosto de 2016

WORK IN PROGRESS


As perguntas são as mesmas e nunca têm resposta, mas tu insistes.

Talvez afinal não te interessem as perguntas, talvez apenas te interessem as respostas.

Não escolheste o mundo nem as perguntas que se te impõem, é natural que insistas.

As respostas que encontras são as tuas respostas, porém parecem-se tanto umas com as outras como árvores numa floresta.

Avanças sem pressa, imerso na escrita como numa floresta redundante, em que tudo é verde e castanho.

Aqui e ali contemplas um formigueiro, aqui e ali surpreendes o voo de uma ave, aqui e ali admiras-te com a beleza de uma flor singela, mas é sempre a mesma floresta.

Procuras, procuras sempre, estás sempre à procura; não sabes muito bem se procuras semelhanças ou se procuras diferenças.

Dizes e escreves quase sempre a mesma coisa, nem outra coisa poderias fazer.

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