sábado, 26 de julho de 2014

CARALHO NÃO, CARALHO!

Há muito muito tempo que não saio
de casa
às voltas no meu quarto
a tentar perceber
o que aconteceu.
Perturba-me o constante ladrar
das gaivotas
que invadiram a cidade e se misturaram
com as multidões que nela circulam
sem destino.
Ainda não percebi o papel da proliferação
das frutarias na geometria decadente
da crise.
É uma enorme confusão de luíses, digo, de narizes,
as palavras degadam-se apido,
a imaginação está mota,
viva a imaginação.

 
 
 

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