sábado, 5 de julho de 2014

24


 

Às vezes penso que devia desistir

de uma parte de mim, como quem prescinde

de um membro doente para sobreviver.

Mas se tudo o que sou faz parte de mim,

de que parte poderei separar-me

e continuar a ser eu? Ou será que

para continuar a ser eu, tenho de

continuamente me tornar outro?

 

Sem comentários:

Enviar um comentário