sexta-feira, 16 de maio de 2014

POEMA CORPO


O poema não tem corpo
O poema é ele mesmo
um corpo
Pode ter cabeça tronco membros
Pés para andar
Mãos que nos acariciam
Mas se fosse só uma palavra
Mesmo assim respiraria
E o seu bater seria sempre
O bater de um coração


PS.

Mais tarde ou mais cedo, o que me dizem, o que escuto, entra no que escrevo. Às vezes dou conta disso, outras nem tanto. Uma palavra, uma frase, pede outras palavras, outras frases, e torna-se o centro exigente de um texto; ou então uma frase, uma palavra, uma ideia que julgava esquecida, entra de rompante num texto que não provocou e faz dele a sua casa. Desta feita foi o segundo caso.

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