domingo, 16 de janeiro de 2011

O spam é meu amigo

[Se o spam não continuasse a comentar não voltaria a ler alguns dos meus textos...]

notas de rodapé sobre o como e por que sou escritor
29 08 2006


Derramo palavras na folha branca,
manchas de tinta que falam de mim.

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Escrevo, escrevo, sempre e muito. Só depois é que dou atenção às palavras.

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Crio as personagens e dou-lhes um olhar. Depois deixo que elas falem por si mesmas, e assim se escrevam.




Se quiseres ser escritor, disse-lhe eu, escreve, escreve, escreve; e já ele me ia perguntar pela vida, quando eu concluí, e vive, vive, vive.

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E quando a morte chegar, possa eu afinal dizer, com orgulho, O que eu não vivi, senhora minha, eu li.

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Lê como quem escreve e escreve como quem lê, disse-me ele em mais um conselho de mestre para aprendiz, mas eu respondi-lhe de pronto, Mas isso não estraga a leitura e a escrita? Então ele riu à gargalhada e acho que foi esse o último conselho que me deu.

3 comentários:

  1. É de praticar todos os conselhos e seguir o último, o que não quer dizer nada, por nenhuma razão. Quanto à necessária emoção, ela é e continuará sendo sempre, até prova em contrário, a alma. Quanto aos enganos, são sempre necessários, se queremos ter a certeza de estar vivos. Caso contrário, é o sonho.
    Grande abraço, no embaraço das palavras, braços para que vos quero... despeço-me na ponta dos dedos.

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