Alguns textos que escrevi este mês, na sequência de outros que publiquei diariamente, sem outro propósito a não ser escrevê-los e deixá-los disponíveis para leitura.
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A felicidade é possível, o amor é possível, como tudo o mais que pode acontecer é possível. Não te preocupes, o que for possível, acontecer-te-á, desde que o tornes possível.
Escrevo, teço o texto, palavra a palavra, pacientemente, com alegria e tristeza, porque assim é o amor, assim é a vida, assim é a escrita, tecida com alegria e tristeza.
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Digo a mim mesmo que devo aceitar a adversidade; posso não a procurar, mas não devo evitá-la.
Talvez o que não mate não engorde, mas é muito provável que alimente. Olho a adversidade de frente, respiro, e sinto-me forte.
É mera ilusão, eu sei, mas vivemos (muitas vezes) de ilusões que alimentam a realidade.
Estou entre o sono e a vigília. Uma frase repete-se, um simples início. Desperto e tento recordá-la, mas já desapareceu na noite. Escrevo mesmo assim, como um pescador que repete os mesmos gestos e aguarda um resultado que pode acontecer ou não, mas que sempre dependerá de si, da sua ação e da sua perseverança. Os milagres não acontecem por si só, somos nós que os fazemos acontecer.