terça-feira, 28 de agosto de 2012

Para sentir seu leve peso


Guardava o rouxinol numa caixinha. Tudo o que queria era andar com o rouxinol empoleirado no dedo. Mas se abrisse a caixinha, ah! certamente fugiria.
Então amorosamente cortou o dedo. E, através de uma mínima fresta, o enfiou na caixinha.

Marina Colasanti, Um Espinho de Marfim & outras histórias, L&PM Pocket, vol. 170

1 comentário:

  1. Dificil nos livrarmos de nossas coisas, ainda mais das nossos desejos...

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