sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CARTA DE AMOR A OPHELIA

quando
me olhas
fervo

quando
me tocas
ardo

o teu amor
cega-me

dor intensa
corrosiva

és ácido
mais que
sulfúrico

meu pequeno
pequenininho
ninho

24.02.2012
às 6 da tarde

[inédito]

3 comentários:

  1. Ophélia?????? Que raio de nome!!!!! Prefiro Vanessa Sofia!!!!! eheheheheh
    Olha....tens razão!!!!!
    Vou mudar...para "ficou irritado"!!!!!
    Pk .... estou calmíssimo!
    Abraço!!!!
    Apita!
    afonso rocha

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  2. A última estrofe fez-me mesmo lembrar as cartas de amor a Ophélia e é engraçado como acaba, por si só, por ser um poema no fim do poema (com o inesperado pequenininho que se torna ninho e portanto maior do que quem o tem).

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  3. Carlos, há elementos que imitei das cartas, como a datação no final do poema. A última estrofe foi incluída para conferir de um todo um tom humorístico. Pessoa usava diminutivos ridículos, com esse, pequininha ninha e nem sei se mesmo pequininho ninho ou nininho só que aqui com a inclusão da palavra pequeno o ninho parece referir-se-lhe.

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