segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hoje de manhã


Hoje de manhã
no café
ao olhar umas velhas
fotografias

tive um claro
relance do mercado
tal qual era
para mim
antes de se ter tornado
um monstro.

A banca de peixe
do senhor Joaquim
onde a minha mãe
comprava chaputa
para filetes.

A banca de flores da tia
da minha irmã
clara e vidente
tal e qual a
avó.

E eu
entre lá e cá
entre cá e lá.

2 comentários:

  1. Gostei de vê-lo com longas madeixa brancas. Passei para lhe agradecer a mensagem, que somente hoje eu vim e aproveito para dizer que não conhecia o seu verso. Reflexivos... como sua prosa!

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  2. Um abraço, Marley, e tudo de bom para você.

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