sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

SAUDADE DE ÁGUA

Salvação



Sentado na esplanada, no fim de uma tarde de Verão, aborrecia-me de verde quando avistei, do outro lado da rua, uma pequena árvore. Parecia uma noiva ruborizada, inocente e maliciosa, incapaz de esconder a sua alegria. Quis escrever sobre ela (ou sobre o que senti ao vê-la), mas desisti depois de várias tentativas. Hoje lembrei-me dela, mas logo percebi que continuo a não ser capaz de revelar o seu (meu) mistério. Só não destrui este texto porque me ocorreu, enquanto o escrevia que, na sua impossibilidade, ele diz afinal a razão porque escrevo.

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Apareçam dia 1 de Fevereiro no Draculea [ver entrada anterior].

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