[fotografia Paula Romão]
Nada é simples quando se trata de palavras.
Quando se trata de palavras até a palavra simples é complicada.
um blog de Luís Ene
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
AS 12 MELHORES PEQUENAS HISTÓRIAS DE TODOS OS TEMPOS
1
Só percebeu que a sala estava vazia quando terminou de falar após duas horas e não ouviu o som das palmas.
2
Sentia com frequência que tudo girava à sua volta. Os amigos diziam-lhe que consultasse o médico, mas ele respondia que era perfeitamente normal que assim fosse.
3
Achou toda a sua vida que os homens e mulheres eram todos iguais. Ele era, sem sombra de dúvida, o único que era realmente diferente.
4
Condenava com veemência a propriedade privada tal como ela existe. Queria tudo para si.
5
Diziam que nunca teve filhos porque era egoísta. Mas a verdade é outra. Ejaculou uma única vez e foi para guardar o esperma.
6
Desde pequeno que tinha um extraordinário poder. Sabia sempre onde era o centro do universo.
7
Ficava doido quando se riam dele e lhe recordavam que não era perfeito. Esse foi até um dos principais motivos porque se tornou palhaço.
8
Toda a sua vida nunca ganhou o que quer que fosse. Era tão bom que se recusava a competir.
9
Teve sempre muitas dificuldades na conjugação dos verbos. Nunca passou da primeira pessoa.
10
Todos achavam que ele era cego quando a verdade é que ele só se via a si mesmo.
11
Falava sempre de si e as pessoas às vezes aborreciam-se. Não sabiam que para ele era uma questão de vida ou de morte. Estava sempre tão cheio de si que se não se esvaziasse um pouco rebentaria.
12
Nunca deu nada, nem mesmo importância à vida. Morreu cedo.
Só percebeu que a sala estava vazia quando terminou de falar após duas horas e não ouviu o som das palmas.
2
Sentia com frequência que tudo girava à sua volta. Os amigos diziam-lhe que consultasse o médico, mas ele respondia que era perfeitamente normal que assim fosse.
3
Achou toda a sua vida que os homens e mulheres eram todos iguais. Ele era, sem sombra de dúvida, o único que era realmente diferente.
4
Condenava com veemência a propriedade privada tal como ela existe. Queria tudo para si.
5
Diziam que nunca teve filhos porque era egoísta. Mas a verdade é outra. Ejaculou uma única vez e foi para guardar o esperma.
6
Desde pequeno que tinha um extraordinário poder. Sabia sempre onde era o centro do universo.
7
Ficava doido quando se riam dele e lhe recordavam que não era perfeito. Esse foi até um dos principais motivos porque se tornou palhaço.
8
Toda a sua vida nunca ganhou o que quer que fosse. Era tão bom que se recusava a competir.
9
Teve sempre muitas dificuldades na conjugação dos verbos. Nunca passou da primeira pessoa.
10
Todos achavam que ele era cego quando a verdade é que ele só se via a si mesmo.
11
Falava sempre de si e as pessoas às vezes aborreciam-se. Não sabiam que para ele era uma questão de vida ou de morte. Estava sempre tão cheio de si que se não se esvaziasse um pouco rebentaria.
12
Nunca deu nada, nem mesmo importância à vida. Morreu cedo.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
MEIA DÚZIA DE SILOGISMOS
1
As mulheres são autênticos mistérios;
os mistérios são inacessíveis;
logo, porque andam os homens atrás das mulheres?
os mistérios são inacessíveis;
logo, porque andam os homens atrás das mulheres?
2
Todos os homens nascem antes de morrer;
todos os homens morrem depois de nascer;
logo, todos os homens vivem antes e depois;
logo, todos os homens vivem antes e depois;
quanto às mulheres não sei.
3
Ele está apaixonado por ela.
Ela está apaixonada por ele.
Logo, logo, as coisas vão correr mal.
Ela está apaixonada por ele.
Logo, logo, as coisas vão correr mal.
4
Os homens não ligam aos filhos.
As mulheres tratam os filhos como propriedade sua.
Os filhos são livres de atenderem as chamadas que quiserem.
As mulheres tratam os filhos como propriedade sua.
Os filhos são livres de atenderem as chamadas que quiserem.
5
Os homens batem nos filhos por tudo e por nada.
As mulheres fazem todas as vontades aos filhos.
Os homens e as mulheres aprendem com os pais.
6
As mulheres dizem que os homens são todos uns porcos.
Os homens dizem que as mulheres são todas umas cabras.
As mulheres e os homens gostam de metáforas com animais.
Os homens dizem que as mulheres são todas umas cabras.
As mulheres e os homens gostam de metáforas com animais.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
10.ª SEMANA DOS ARTISTAS
[PROGRAMA COMPLETO DA 10.ª SEMANA]
NOVAS FORMAS
DE ESCREVER, LER E DAR A CONHECER A LITERATURA
1 de novembro
18:00
Contar para viver - Tixa Amaral
19.00
Apresentação de videos e pequena exibição ao vivo- Vj Zayle
22:30
LER ALTO – leituras poética de autor – leituras simples e concurso de leituras com júri.
Se escrevem venham ler. Se não, venham ouvir e dar a vossa opinião. Se quiserem podem só ler, se quiserem podem também concorrer e habilitar-se a prémios. O Ler Alto de novo nos Artistas.
Júri: Carlos Campaniço, escritor; Diogo Costa Leal, poeta; Tiago Nené, poeta
Apresentador/organizador: Pedro Afonso, poeta.
Contar para viver - Tixa Amaral
19.00
Apresentação de videos e pequena exibição ao vivo- Vj Zayle
22:30
LER ALTO – leituras poética de autor – leituras simples e concurso de leituras com júri.
Se escrevem venham ler. Se não, venham ouvir e dar a vossa opinião. Se quiserem podem só ler, se quiserem podem também concorrer e habilitar-se a prémios. O Ler Alto de novo nos Artistas.
Júri: Carlos Campaniço, escritor; Diogo Costa Leal, poeta; Tiago Nené, poeta
Apresentador/organizador: Pedro Afonso, poeta.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
[LITERATURA NA 10.ª SEMANA DOS ARTISTAS]
NOVAS FORMAS DE ESCREVER, LER E DAR A CONHECER A LITERATURA
Sociedade Recreativa Artística Farense – Os Artistas
Rua do Montepio, nº 10
8000-300 Faro
Dias 1 e 3 de Novembro de 2011
É preciso não só dar a mostrar as novas formas em que a literatura se produz e se revela, mas também discuti-las.
Este é o ponto de partida, e por isso se oferecem vários espaços de espectáculo e participação e discussão, privilegiando a participação do público.
PROGRAMA
Dia 1 – terça
18:00 Contar o conto – Sara Monteiro conta contos de autor
19.00 Apresentação de videos e pequena exibição ao vivo- Vj Zayle
22:30 LER ALTO – leituras poética de autor – leituras simples e concurso de leituras com júri.
Se escrevem venham ler. Se não, venham ouvir e dar a vossa opinião. Se quiserem podem só ler, se quiserem podem também concorrer e habilitar-se a prémios. O Ler Alto de novo nos Artistas.
Júri: Carlos Campaniço, escritor; Diogo Costa Leal, poeta; Tiago Nené, poeta
Apresentador/organizador: Pedro Afonso, poeta
Dia 3 – quinta
18:00 Visualização do vídeo Fragmentação, de Nuno Fernandes com Rogério Cão e videos de Mauro Amaral
Seguido de Debate – As Novas Formas da Literatura –
Paulo Pires, programador do Departamento Sociocultural do Município de Silves/ projecto Experiment’arte; Tiago Marcos, poeta e músico; Isa Mestre, escritora; Nuno Fernandes e Rogério Cão; Adriana Nogueira, escritora e professora universitária – moderador Luís Ene, escritor e radialista
Discutem-se os microcontos e outras micro formas, os novos média (Internet, videogames, DVD, etc.) e os novos suportes físicos para a escrita (ecrãs de telemóvel e de computador, Twitter), os novos poetas “performers”, os livros electrónicos e os audio-livros, os blog literários e o mais que vier a propósito, tentando apontar e problematizar as novas formas de a literatura se produzir e mostrar.
22:00 - Espectáculo SOM COM TOM – Uma visita poética e sonora pelo imaginário do ambiente de café.
leitura de textos de autor com música ao vivo – CAFÉ CURTO
escritor e leitor: Luis Ene; músicos: José Matos e Carlos Norton
(participação de actores do Grupo de Teatro Sincera)
Sociedade Recreativa Artística Farense – Os Artistas
Rua do Montepio, nº 10
8000-300 Faro
Dias 1 e 3 de Novembro de 2011
É preciso não só dar a mostrar as novas formas em que a literatura se produz e se revela, mas também discuti-las.
Este é o ponto de partida, e por isso se oferecem vários espaços de espectáculo e participação e discussão, privilegiando a participação do público.
PROGRAMA
Dia 1 – terça
18:00 Contar o conto – Sara Monteiro conta contos de autor
19.00 Apresentação de videos e pequena exibição ao vivo- Vj Zayle
22:30 LER ALTO – leituras poética de autor – leituras simples e concurso de leituras com júri.
Se escrevem venham ler. Se não, venham ouvir e dar a vossa opinião. Se quiserem podem só ler, se quiserem podem também concorrer e habilitar-se a prémios. O Ler Alto de novo nos Artistas.
Júri: Carlos Campaniço, escritor; Diogo Costa Leal, poeta; Tiago Nené, poeta
Apresentador/organizador: Pedro Afonso, poeta
Dia 3 – quinta
18:00 Visualização do vídeo Fragmentação, de Nuno Fernandes com Rogério Cão e videos de Mauro Amaral
Seguido de Debate – As Novas Formas da Literatura –
Paulo Pires, programador do Departamento Sociocultural do Município de Silves/ projecto Experiment’arte; Tiago Marcos, poeta e músico; Isa Mestre, escritora; Nuno Fernandes e Rogério Cão; Adriana Nogueira, escritora e professora universitária – moderador Luís Ene, escritor e radialista
Discutem-se os microcontos e outras micro formas, os novos média (Internet, videogames, DVD, etc.) e os novos suportes físicos para a escrita (ecrãs de telemóvel e de computador, Twitter), os novos poetas “performers”, os livros electrónicos e os audio-livros, os blog literários e o mais que vier a propósito, tentando apontar e problematizar as novas formas de a literatura se produzir e mostrar.
22:00 - Espectáculo SOM COM TOM – Uma visita poética e sonora pelo imaginário do ambiente de café.
leitura de textos de autor com música ao vivo – CAFÉ CURTO
escritor e leitor: Luis Ene; músicos: José Matos e Carlos Norton
(participação de actores do Grupo de Teatro Sincera)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
REWIND
Se sentes
pressentes
que as palavras
já não te dizem
então cala-te
silencia-te
não digas mais
nada
ignora as palavras
que se dizem no silêncio
despe-te de tudo o que
está escrito em ti
há tempo demais
vezes demais
até nada mais
significar
só então
só então
no branco da folha
assim conseguida
do teu ser
começa de novo
a escrever
começa de novo
a escrever-te
sábado, 22 de outubro de 2011
SEM PALAVRAS
[para o Rogério, mas também para o Tiago e para o Diogo]
inspiro e expiro
num movimento contínuo
que me afasta
e me aproxima
de mim mesmo
e do mundo
o mundo só existe
a cada palavra que digo
a cada frase que se diz
encerrando-me
libertando-me
uma e outra vez
há nesta loucura
uma enorme tranquilidade
incomensurável
inapelável
peixe água lago
espanto primordial
inspiro e expiro
num movimento contínuo
que me afasta
e me aproxima
de mim mesmo
e do mundo
o mundo só existe
a cada palavra que digo
a cada frase que se diz
encerrando-me
libertando-me
uma e outra vez
há nesta loucura
uma enorme tranquilidade
incomensurável
inapelável
peixe água lago
espanto primordial
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
LINGUAGEM (2)
- Um gin, se faz favor.
- Um gin como?
- Tónico.
- Um gin tónico?
- Sim, tónico.
-Sintónico?
- O mais possível.
- Um gin como?
- Tónico.
- Um gin tónico?
- Sim, tónico.
-Sintónico?
- O mais possível.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
LINGUAGEM
Dentro
de uma caixa está uma caixa que está dentro de outra caixa que está
dentro de uma caixa que tem uma caixa dentro.
Dentro
de que caixa ficaste?
terça-feira, 18 de outubro de 2011
CONFISSÃO
Não sou uma pessoa triste. A tristeza nunca encontrou em mim terreno fértil. No entanto, muitas pessoas dizem que me acham triste, sem dúvida porque não discuto as minhas tragédias ou a dos outros e não me rio de piadas alarves. A dificuldade que as pessoas sentem em compreender-me só é comparável à dificuldade que eu sinto em compreender as pessoas.
Diz-se que os portugueses são pessoas tristes, e eu concordo, mas acho que não é tanto por serem especialmente sensíveis à tristeza ou não conseguirem alegrar-se, mas muito mais por gostarem de falar de coisas tristes e tirarem prazer da desgraça dos outros e da sua própria.
Seja como for não sou uma pessoa triste, o que não quer dizer que não conheça a infelicidade, mas a tristeza nunca encontrou em mim espaço para ficar: assim como entrava, assim saía. Não tive uma infância muito alegre, mas lembro-me de momentos em que fui feliz; sofri desgostos de amor, mas também amei e fui amado, ainda que por breves instantes; a maior parte do tempo não fui quem quis ser mas nunca pensei seriamente em matar-me.
Nunca chorei verdadeiramente a não ser de raiva, mas isso entristecia-me um pouco e esforcei-me por matar em mim essa raiva. A tristeza traz a infelicidade e disso estou eu salvo, porque sempre fui assim, não completamente imune à tristeza, mas quase impermeável aos seu efeitos, porque uma coisa é sentir tristeza e outra é ser dominado por essa tristeza. Há pessoas que morrem de tristeza, isso nunca me acontecerá. Assim como nunca perderei a cabeça de alegria.
Um excelente poema, disse-me um poeta meu amigo, e ele sabia do que falava, ri e chora ao mesmo tempo, e eu percebo bem o que ele quer dizer. A tristeza e a alegria são indissociáveis.
Não sou uma pessoa triste, a tristeza não se agarra a mim; assim como não sou uma pessoa alegre, quase nunca rio e raramente me entusiasmo até às lágrimas com o que quer que seja.
Mas não ser alegre não me entristece, da mesma forma que não ser triste não me alegra.
Não sou muito diferente das outras pessoas.
Conheço a infelicidade. Conheço a felicidade.
domingo, 16 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Talvez
Talvez não sejamos nós a escolher os livros que lemos, os sonhos que sonhamos, os amores que vivemos. Talvez sejam eles que nos escolhem.
Afinal de contas não somos nós que escolhemos a vida, é ela que nos escolhe, tal como a morte. Mas podemos sempre escolher entre a vida e a morte. Só podemos escolher a morte.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Filme negro
O detective particular corria sempre perigo de morte: todas as mulheres que encontrava eram mulheres fatais.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
POEMA ESCRITO NA ESPLANADA DO MAKTOSTAS, DE UMA VEZ SÓ EM CADERNO DE FOLHA LISA E MAIS TARDE LIGEIRAMENTE RETOCADO
Um homem profusamente tatuado (com
um pequeno chapéu preto na cabeça
um pequeno chapéu preto na cabeça
rapada, mas isso não vem ao caso)
fala com uma mulher que o olha com
indiscutível amor
Admiro-me com a extensão das
tatuagens do homem (visível devido
ao seu reduzido vestuário)
mas o que mais me espanta
é o facto
de a mulher (que mostra tanta pele quanto
ele) não ter uma única tatuagem à vista
ele) não ter uma única tatuagem à vista
e fico a pensar se verdadeiramente
se completam se verdadeira
mente se amam.
poema ditado para o gravador durante um passeio junto à ria de Faro - décima versão
não temas a morte
não a desafies
podes espernear
podes entregar-te
faças o que fizeres
a vida é sempre
transitória
a escolha é tua
faz o que quiseres
não a desafies
podes espernear
podes entregar-te
faças o que fizeres
a vida é sempre
transitória
a escolha é tua
faz o que quiseres
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
SIMPLICIDADE II
Escrevo sempre a direito
evitando com cuidado
as metáforas.
Para quê complicar?
as palavras já são
metáforas.
Não escrevo para dizer
o mundo
escrevo porque não
o consigo
dizer
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
SIMPLICIDADE
Nada é simples quando se trata de palavras.
Quando se trata de palavras até a palavra simples é complicada.
Quando se trata de palavras até a palavra simples é complicada.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O TAMANHO DAS COISAS
Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade. (...) Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros da infância. Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos (...).
(Manoel de Barros. Memórias inventadas, a Infância)
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
DA NATUREZA HUMANA
Gostava tanto de cães que tinha dez, tratados como autênticos príncipes. No entanto, como detestava ouvi-los ladrar, furou-lhe os ouvidos e cortou-lhes a língua.
E depois?
Depois os vizinhos, estranhando o silêncio, denunciaram-no ou, se preferirem, deram à lingua, e o final foi tão óbvio que nem o conto.
É assim a natureza humana.
É assim a natureza humana.
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